cada vez menos gente.
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15 Wednesday Feb 2012
Posted in constatando o óbvio, filosofia de boteco
15 Wednesday Feb 2012
Posted in constatando o óbvio, filosofia de boteco
cada vez menos gente.
02 Thursday Feb 2012
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gostaria de voltar a ser como antes: eu sentia falta das pessoas, mas me virava (bem ou mal, de um jeito saudável ou não) sem elas. esse sofrimento de mocinha de novela já acabou com a minha paciência.
31 Tuesday Jan 2012
Posted in filosofia de boteco
às vezes parece coisa de filme. eu arrumo tudo com o maior cuidado e é só virar as costas para que tudo esteja fora do lugar de novo, saca?. sinto como se de uma hora para outra tivessem me dado o mundo todo para tomar conta. na verdade é só a minha vida, mas o que eu faço se não tenho ideia do que fazer, por onde começar? existe zelador de gente?
25 Wednesday Jan 2012
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quando eu era mais nova e me sentia triste e e impotente, como agora, eu logo recorria à fantasia – qualquer cenário em que as coisas dessem um pouco certo (eu gostava de imaginar também as dificuldades, veja bem) e as pessoas gostassem de mim. agora, passados os anos, minha fuga é outra.
é bem verdade que, apesar de eu sentir um pouco de vergonha por ter que recorrer a elas mesmo que em segredo, as fantasias resistem. a diferença é que as de agora geralmente vêm com dados de realidade. elas vêm de bicicleta pela rambla, com vento gelado na cara e gosto de vinho na boca.
e com vontade de nunca ir embora.
18 Wednesday Jan 2012
Posted in diarinho, filosofia de boteco
a novidade do momento é que a última fronteira foi ultrapassada: dormir perdeu um pouco da graça para mim. eu sinto que não consigo mais descansar. não posso mais descansar. por algum motivo, de algum jeito torto, minha cabeça deve achar que eu não mereço mais isso.
todo um novo grau de cansaço de mim mesma.
01 Sunday Jan 2012
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não vou fazer nenhuma resolução de ano novo, mas as coisas têm mudado tanto (e muitas vezes ficado tão ruins) na minha vida neste último ano que é quase inevitável fazer uma espécie de retrospectiva do que foi e fazer planos, ainda que bem modestos, para o futuro.
tem coisas que são muito óbvias, mas que são difíceis de enxergar quando acontecem com a gente. eu não sou exatamente o estereótipo da pessoa consumista, por exemplo, mas tenho percebido o quando essa relação com as coisas materiais me angustia. querer o que não posso ter – e que quase sempre não preciso pra começo de conversa -, a impressão de que muitos dos meus problemas seriam resolvidos com dinheiro (não pra comprar uma ferrari, mas para, por exemplo, alugar um lugar só para mim e não ter que lidar com meus pais diariamente) são coisas que me fazer perder meu tempo e meu sono.
não é que eu considere as coisas materiais muito importantes, ao contrário; apesar disso, tenho uma séria dificuldade em pô-las em seu lugar. ainda acabo achando que o que tenho ou deixo de ter me define, e não o contrário. e é isto que eu quero mudar na minha vida. é um objetivo bastante pretensioso, mas como dizem por aí, situações extremas exigem medidas extremas.
e acho que tudo isso vale também para as pessoas. tenho feridas muito grandes que eu não consigo deixar cicatrizar, ao mesmo tempo que me vejo cada vez menos disposta a tentar de novo, ou mesmo a fazer um certo serviço de manutenção (alô você que percebeu que eu nunca mais fiquei online por mais que 10 minutos nos messengers da vida). preguiça e má vontade por conta das expectativas frustradas. por enquanto, eu não consigo deixar de alimentar expectativas, o que faz com que a solução mais fácil seja me isolar das pessoas, como estou fazendo agora.
fato é que alguma coisa precisa mudar e eu estou me propondo este desafio. não faço a menor ideia de como começar, mas estou disposta de verdade a mudar.
[tenho pensado muito sobre esse assunto, um pouco influenciada pelo que ouvi e li sobre o george harrison recentemente. no meio da beatlemania, ele conseguiu perceber que aquilo era passageiro. percebeu que tudo passa, seja bom ou ruim, e que a vida tem que ser mais do que isso. quem foi mesmo que disse que a cultura pop é frívola?]
26 Monday Dec 2011
Posted in filosofia de boteco
anos e anos quebrando pedras e não há nada minimamente próximo do que eu poderia considerar ser o meu jeito. só não me sinto mais na estaca zero porque aprendi a andar e falar, embora não seja boa em nenhuma dessas coisas. daí que eu me vejo obrigada a cantar a mesma ladainha, ad nauseam. desse jeito a mãe não gosta; desse jeito a irmã reclama; desse jeito o pai acha caro. e eu que continue engolindo sapos, já que não tem nada que eu possa fazer. o movimento seguinte, naturalmente, seria mandar um foda-se generalizado para a vida. lindo. infelizmente, o poder do “foda-se” de uma pessoa que não tem nada (ou melhor, que não é nada) é o mesmo de uma biribinha.
e eu sou uma biribinha.
15 Thursday Dec 2011
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não me lembro de ter passado por outra fase de transição tão drástica quanto essa. a época que mais se aproximou disso foi a do cursinho, com a enorme diferença de que então eu tinha um propósito que, por mais que totalmente prático e imediatista, servia para eu me manter no prumo. agora não. consigo pensar em várias metáforas-clichê pra explicar a coisa toda: uma sensação de estar caindo eternamente; estar presa em uma sala em que as paredes vão se aproximando cada vez mais de mim; vertigem à beira do abismo.
há quem prefira outra analogia: eu estou de luto. meus projetos de vida ruíram e eu me vejo no mesmo lugar em que estava quando comecei, só que sem ânimo para tentar de novo. deveria ter dado certo, mas não deu. e eu não aceito – a tal fase da negação. o problema é que a essa fase se seguiriam outras, e não é este o caso. estou presa. e só.
13 Tuesday Dec 2011
Posted in constatando o óbvio, filosofia de boteco
o debate interno sobre manter ou não o blog durou pouco tempo. foi só perceber que as coisas que eu digo aqui fazem ainda menos sucesso fora da internet.
24 Thursday Nov 2011
Posted in filosofia de boteco
eu digo que gostaria de ser diferente, de melhorar, mas na verdade eu acho que só sei viver assim, no meio da bagunça, do pó, do lixo. só funciono nessa vida em que nada está onde eu me lembro de ter deixado. acho que tira um pouco do pedo da ausência: o não ter vem disfarçado de não saber onde está.